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AA ácido araquidónico
APGP-CL ác.gordos poli-insaturados
DHA ác.docosahexanoico
ESPACIEuropean Society of Paediatric Allergology and Clinical Immunology
GOS Oligogalactosil-Lactose
FOS Oligogalactosil-Frutose
ESPHAN European Society of Paediatric Gastroenterology, Hepatology and Nutrition
ESPGAN European Society of Paediatric Gastroenterology and Nutrition














O leite materno constitui o alimento ideal nos primeiros meses de vida, sendo a sua composição um guia importante para a elaboração das fórmulas suas substitutas.
Todos os leites e fórmulas têm uma composição relativa em macro e micro-nutrientes que respeita os valores mínimos e máximos recomendados pela União Europeia, registando-se nos últimos anos algumas modificações e mesmo novas recomendações relativamente a alguns nutrientes.

O leite materno constitui, sem qualquer dúvida, o alimento ideal nos primeiros meses de vida, fornecendo nas proporções adequadas todos os nutrientes necessários, nomeadamente proteínas, gorduras, hidratos de carbono, vitaminas, minerais e água. Reconhece-se contudo que muitos dos constituintes nutricionais ou imunológicos do leite materno se encontram ainda por estudar, ou mesmo por descobrir.

O avanço da ciência e das capacidades tecnológicas têm permitido o fabrico de fórmulas cada vez mais complexas, alternativas ao leite materno, desenvolvidas a partir do leite de outros mamíferos e de outras fontes.
Todos os leites e fórmulas têm uma composição relativa em macro e micro-nutrientes que respeita os valores mínimos e máximos recomendados pela EU para os diferentes grupos de leites.


1. Leites e fórmulas para lactentes
1.1. Preparações à base de proteínas do leite de vaca (Aptamil 1®, Bebelac 1®, Enfalac®, Miltina 1®, Miltina Plus®, Nan 1®, Nidina 1®, Novalac 1®, Nutribén Natal®, Nutrilon 1®, Aptamil Premiun com milupan®, S26®, Similac Advance®):

O teor proteico oscila entre 1,8 e 3 g / 100 Kcal, com uma relação caseína / proteínas solúveis inferior a 50 / 50 e portanto similar à observada no leite maduro de mulher (45/55). No entanto, o que se verifica na realidade é que a utilização de leites com baixo teor proteico (1,8 g/ 100 Kcal), resulta em indicadores plasmáticos do metabolismo proteico mais próximos dos registados em lactentes alimentados com leite materno, independente da relação caseína / lactoproteínas do soro.

Importa lembrar que o perfil de aminoácidos da proteína bovina é claramente diferente do da proteína humana. Tais diferenças repercutem-se nos níveis de aminoácidos em lactentes com leites com predomínio de proteínas do soro (treonina, valina, leucina, isoleucina, metionina...) ou de caseína (tirosina, fenilalanina, valina, metionina...) com valores superiores aos registados em lactentes alimentados com leite materno.

Algumas destas formulações possuem também nucleótidos (Enfalac®, Nan 1®, S26®, Nutribén Natal®, Similac Advance®). Eles representam 0,1-0,15% do conteúdo de nitrogénio do leite materno, contribuindo para a síntese de DNA e RNA, promovendo a maturação dos linfócitos T (papel imunológico), aumentam a biodisponibilidade do ferro, modificam a flora intestinal, favorecem o metabolismo de lipoproteína e um melhor aproveitamento metabólico dos ácidos gordos poli-insaturados de cadeia longa (AGP-CL). Algumas destas vantagens não estão totalmente comprovadas...

Relativamente aos hidratos de carbono, estes leites podem ser compostos exclusivamente por lactose ou uma associação de vários açúcares.

Dada a limitada capacidade de síntese de AGP-CL pelo lactente nas primeiras semanas de vida, as diferenças do uso de outro leite que não o materno, refletem-se na composição de lípidos plasmáticos, da membrana do eritrócito, da retina e do cérebro. Estes resultados sugerem a necessidade de suplementação dos leites com AGP-CL (Aptamil Premiun com Milupan®).

A inclusão nos leites de triglicerídeos incorporando o ácido palmítico predominantemente na posição β do glicerol (Conformil 1® e 2®; Omeo 1® e 2®), parece ter efeitos benéficos na absorção de gordura e cálcio em recém-nascidos de termo saudável.

Nos leites para lactentes as necessidades de sódio, ferro e outros minerais são inferiores aos dos leites de transição.
Alguns leites têm sido suplementados com selénio (Conformil 1®, Omeo 1®, Enfalac®, Nan 1®, Nutribén Natal®, Nutrilon®, S26® e Similac Advance®), um importante oligoelemento envolvido em sistemas enzimáticos com acção anti-oxidante. Essa fortificação é feita sob a forma de selenito ou selenato.

Também o beta-caroteno, susceptível de ser metabolizado em vitamina A tem sido incluído nalguns leites (Bebelac 1®,Conformil 1®, Omeo 1®, Nutribén Natal®, Aptamil Premiun com Milupan®, Nutrilon®, S26®). Este e outros carotenóides existem no leite materno e os seus níveis plasmáticos decrescem rapidamente após o parto em recém-nascidos alimentados com leites não suplementados.

1.2. Fórmulas à base de proteínas de soja

1.2.1. Com proteína intacta (Prosobee®, Visoy®):

Relativamente à sua composição, e no que respeita aos glícidos, estas fórmulas são isentas de lactose e incluem uma mistura de açúcares, preferencialmente os polímeros de glicose. De forma a melhorar o seu valor nutricional, estas fórmulas são enriquecidas em metionina e L-carnitina, devendo esta última estar presente em valor superior a 7,5 η mol / 100 Kcal. A composição relativamente aos restantes nutrientes segue as mesmas directivas definidas para os lactentes.

As duas fórmulas existentes no mercado apresentam composição sobreponível, quer no que respeita aos macro nutrientes (conteúdo proteico englobando todos os ácidos aminados essenciais e enriquecidos em carnitina, L-metionina e taurina; conteúdo lipídico exclusivo em gordura vegetal e hidratos de carbono exclusivamente à conta de Xarope de glicose (Visoy®) e de polímeros de glicose (Prosobee®)), quer no tocante ao teor em vitaminas e em minerais.
A fortificação das formulas de soja com selénio porporciona concentrações plasmáticas e eritrocitárias no lactente mais adequadas que as ocorridas com fórmulas não fortificadas.

1.2.2. Com hidrolisado de proteína (Pregomim®)

As fórmulas hidrolisadas de proteína de soja contêm habitualmente, para além daquela fonte de proteína vegetal, também uma fonte de proteína animal, em regra o colagénio de porco. Trata-se na realidade de hidrolisados de soja e colagénio.

Mais estudos serão no entanto necessários para que se possam tirar conclusões definitivas relativas à segurança nutricional destas fórmulas.

2. Leites de Transição (Aptamil 2®, Bebelac 2®, Enfalac 2®, Miltina 2®, Nan 2®, Nidina 2®, Novalac 2®, Nutribén Continuação®, Nutrilon 2®, Omneo 2®, S26 II®, Similac Advance 2®):

Leite de transição é definido como um alimento que comprovadamente seja adequado a um lactente entre 4 – 12 meses e a uma criança entre os 1 e os 3 anos de idade. Difere do leite de vaca essencialmente no conteúdo proteico e em ferro (20 vezes superiores).
Contém, de uma forma geral, um teor mais elevado de proteínas, cálcio e calorias que as fórmulas e leites para lactentes. O elevado teor proteico leva a uma sobrecarga metabólica, e sem benefícios paralelos.

A relação caseína / lactoproteínas do soro é superior a um e é próxima da do leite de vaca (80 / 20). O seu maior teor em caseína, ao condicionar um esvaziamento gástrico mais lento, permite uma maior saciedade.

Por outro lado, a utilização do leite de vaca na alimentação do lactente é um factor de risco importante de anemia por carência de ferro, situação ainda frequente nos Países mais industrializados.
Refira-se que os leites para lactentes podem ser utilizados até aos 12 meses, desde que sejam adequadamente enriquecidos em ferro.

Alguns leites de transição (Nan 2®, Nidina 2®), são enriquecidos com probióticos, ou seja, contêm microorganismos vivos que melhoram o equilibrio da flora intestinal. Trata-se de espécies bacterianas particulares não patogénicas, produtoras de ácido láctico, com grande afinidade para a membrana apical do epitélio intestinal.
Entre estes destacam-se efeitos a nível imuno-fisiológico intestinal com repercussão favorável em algumas patologias infecciosas e alérgicas, bem como a nível da biodisponibilidade de minerais, e ainda, a nível sistémico nomeadamente sobre o metabolismo lipídico, tensão arterial e patologia neoplásica.

Alguns leites de transição são também suplementados em selénio (Nutribén Continuação®, Nutrilon 2®, Similac Advance 2®), em β-caroteno (Bebelac 2®, Conformil 2®, Nutrilon 2®, Nutribén Continuação®, Omneo 2®) e em nucleótidos (Enfalac 2®, Nutribén Continuação®, Similac Advance 2®).


3. Leites infantis ou leites de continuação (Aptamil 3®, Nestlé Crescimento®, Novalac 3®, Nutrilon 3®, Nutribén Continuação®)

Os leites de crescimento, qualitativamente sobreponíveis aos leites de transição, são destinados a crianças na faixa etária dos 1 aos 3 anos. Estes leites oferecem relativamente ao leite de vaca claras vantagens nutricionais, dado o seu menor teor proteico e um maior valor relativamente a alguns oligoelementos (ferro e zinco), ác.gordos essenciais e algumas vitaminas nomeadamente a D.

Refira-se que o leite de vaca deve ser claramente contra-indicado pelo menos no 1º ano de vida, pois fornece valores reduzidos de ferro, ácido linoleico e vitamina E, e valores excessivos de sódio, potássio e proteínas.

4. Outros Leites

4.1. Leites Acidificados (Bio Nan®)

O aparecimento de flora no tubo digestivo do recém-nascido depende essencialmente das bactérias procedentes da mãe e do meio ambiente. No lactente alimentado com leite materno, após um período inicial de predominância de colibacilus, as bifidobactérias aparecem rapidamente como flora predominante, contrariamente ao que acontece nos lactentes alimentados com leite / fórmula, em que a flora é mais heterogénea. Parece ser o pH e o poder tampão do leite / fórmula e das fezes que determina a composição da coproflora, sendo o escasso poder tampão do leite materno o responsável pela criação de um meio intestinal ácido favorável ao crescimento de bifidobactérias e desfavorável aos germes potencialmente patogénicos.

Sendo a sua composição muito parecida com a do leite para lactentes, são caracterizados pelo facto de serem enriquecidos em bífidus e na sua composição entrarem fermentos lácteos, factores que favorecem a presença de bifidobactérias na flora intestinal do lactente.

O Bio Nan®, é um leite acidificado biologicamente com uma mistura de bactérias lácteas (Strptococcus Thermophillus e Lactobacillus Helveticus) e enriquecido com culturas bífidas. Em presença da água, quando da preparação, os fermentos láteos hidrolisam rapidamente a lactose em ácido láctico. Esta acidificação tem a vantagem de acelerar a digestão das proteínas, aumentar a acção da pepsina, favorecer a absorção do cálcio, transformar a lactose restante em ácido láctico e criar uma flora bífida.

4.2. Leites parcialmente hidrolisados (Conformil 1®, Conformil 2®, Enfalac HÁ®, Enfalac HÁ 2®, Miltina HÁ®, Miltina HÁ 2®, Nan HÁ®, Nan HÁ 2®, Nan HÁ/AR®, Nidina HÁ®, Nidina HÁ 2®, Novolac HÁ®, Novolac HÁ 2®, Nutribén Natal HÁ®, Nutrilon HÁ®, Nutrilon HÁ 2®, Similac Advance HÁ®):

Os leites parcialmente hidrolisados, são leites em que as proteínas, embora hidrolisadas, contêm ainda fragmentos de dimensão suficiente para induzir reacção alérgica em crianças sensibilizadas. A degradação (enzimática e física – altas temperaturas) permite uma degradação dos péptidos até um peso molecular de 5000 Daltons.

No entanto, o teor relativo a fragmentos de β-globulina (um dos indicadores de alergenecidade residual das fórmulas hidrolisadas) é muito inferior nos leites extensamente hidrolisados.

Segundo a ESPACI e a ESPGHAN, a prevenção das reacções adversas às proteínas da dieta deve assentar na alimentação exclusiva com leite materno durante os primeiros 4 a 6 meses, sendo a diversificação alimentar preconizado apenas a partir dos 5 meses.

A hidrólise parcial da proteína contida nestes leites parece também poder reduzir a biodisponibilidade de alguns oligoelementos. Poderá assim concluir-se que, em termos ideais, as fórmulas lácteas hidrolisadas devem conter péptidos tão curtos quanto o possível para diminuir a alergenicidade das proteínas e tão longas quanto possível para melhorar o seu valor nutricional.

Alguns destes leites são também enriquecidos com β-caroteno (Conformil 1® e 2®, Nutrilon HÁ 1® e 2®, Nutribén Natal HÁ®, Omneo 1®), com nucleótidos (Similac Advance HÁ®) e com selénio (Conformil 1®, Omneo 1®, Pepti Júnior®).


4.3. Leites Extensamente Hidrolisados e dietas Semi-elementares (Alfaré®, Aptamil HÁ 1, Aptamil HÁ 2, Nutramigen, Nutrilon Pepti, Nutrilon Pepti 2, Progestimil, Pepti Júnior)

É objectivo destes leites oferecem aos recém-nascidos e lactentes um alimento desprovido de proteínas alergizantes, pelo que as proteínas do leite de vaca são extensamente hidrolisadas por forma que a maior parte do nitrogénio se encontra na forma de aminoácidos e péptidos inferiores a 1500 Daltons. Para o conseguir, é associado um processo de ultrafiltração ao processo de hidrólise, permitindo assim reduzir marcadamente a alergenicidade mas não eliminá-la totalmente, dada que existe certos antigénios de pesos moleculares < 3000 Daltons resistentes às técnicas aplicadas.

Hidrolisados de Caseína: Pregestimil® e Nutramigen®;
Hidrolisados de Lactoproteínas do Soro: Alfaré®, Aptamil HÁ 1® e 2®, Nutrilon Pepti 1® e 2® e Pepti Júnior®;

A hidrólise de proteínas vegetais ou de colagénio respondem aparentemente pior aos critérios de analergenicidade.

Em lactentes com alergia às proteínas do leite de vaca ou com reacções adversas a outras proteínas alimentares e sindromas de malabsorção, deve utilizar-se uma fórmula extensamente hidrolisada (ou mistura de aminoácidos), sem lactose e com triglicerídeos de cadeia média (dieta semi-elementar).

Dietas baseadas em proteínas não modificadas do leite de outras espécies (ex.: cabra e ovelha), ou os leites parcialmente hidrolisados não devem ser utilizados no tratamento de alergia às proteínas do leite de vaca.
No caso de certas crianças poderem apresentar alergia a estes hidrolisados ou intolerâncias múltiplas a proteínas da dieta, preconizando-se nestes casos uma fórmula contendo aminoácidos livres (Neocate®).


4.4. Leites Anti-Regurgitação (Aptamil AR 1® e 2®, Enfamil AR 1® e 2®, Nan HÁ/AR®, Novalac AR 1® e 2®, Nutribén Natal AR®, Nutrilon AR 1® e 2®, S 25 AR®):

A diferença destes leites reside na composição glicídica. O objectivo é atribuir-lhe a capacidade de espessamento:

Farinha de Alfarroba: polímeros de glícidos não metabolizáveis, acalóricos, resistentes à hidrolise digestiva, podendo ocasionalmente provocar diarreia, cólicas e flatulências (Aptamil AR 1® e 2®, Nutribén Natal AR® e Nutrilon AR 1® e 2®).
Amido de Milho, de Arroz ou de Batata: são relativamente fluidos a pH neutro, tornando-se extremamente viscosos no pH ácido a 37ºC, sendo francamente bem tolerados. (Milho – Novalac AR 1® e 2®; S 26 AR® / Arroz – Enfamil AR 1® e 2® / Batata – Nan HÁ / AR®).

O teor mais elevado em hidratos de carbono e menor em gordura acelera o esvaziamento gástrico o que também contribui para a diminuição dos episódios de refluxo.

A biodisponibilidade de cálcio, ferro e zinco parece superior nas fórmulas espessadas com hidratos de carbono digeríveis comparativamente com as não digeríveis.

4.5. Leites para Recém-Nascidos de Pretermo ou Leves para a Idade Gestacional (Enfalac Prematuros®, Miltina Prem®, Nenatal®, Prematil com Milupan®, PreNan®)

O recém-nascido de pretermo é caracterizado por uma imaturidade das suas funções vitais e dos sistemas reguladores (enzimáticos, excretores...) o que o torna muito sensível a situações de carência ou de sobrecarga.
Os leites devem garantir um crescimento semelhante ao ocorrido in-útero. O teor proteico é mais elevado do que os leites para lactentes (3,0 g / 100 Kcal), ocupando as proteínas solúveis um lugar maioritário de forma a se obter o melhor coeficiente de utilização digestiva possível.
Têm sido utilizados leites para pretermos com proteína parcialmente hidrolisada (Pré-Nan®).
De acordo com as recomendações de um grupo de peritos, as fórmulas para pretermos devem incluir pelo menos 0,35% de DHA e 0,4% de AA relativamente ao teor total de ácidos gordos. É essencial a existência de vitamina E nestas formulações lácteas.
Cerca de 20% do seu teor lipídico deverá ser suprido sob a forma de triglicerídeos de cadeia média (TCM) que são rapidamente metabolizados e preferencialmente utilizados como fonte energética.

Tendo em conta a limitada actividade lactásica nos pretermos, parte da lactose destes leites é substituída por polímeros de glicose (5 a 10 moléculas) que são clivadas por acção da maltase ou glucoamilase.

4.6. Leites sem Lactose (AL 110®, HN 25®, Novalac AD®, Nutrilon Lactomin®, O-Lac®, S26 sem Lactose®)

A lactose é um dissacárido formado por glicose e galactose, necessitando de ser enzimaticamente degradado nos seus açúcares para ser absorvido. A dissacaridase lactase, existente nas microvilosisades dos enterócitos maduros das vilosidades intestinais, pode ser deficitária por imaturidade, ou destruição dos enterócitos no decurso de uma gastroenterite aguda. Desta forma, em alguns lactentes existe a necessidade de, transitoriamente, se efectuar uma alimentação desprovida de lactose.

Estes leites apenas apresentam a modificação da lactose por glicose ou por dextrinomaltose.
Resumo: FARMÁCIA LEMOS

Diferenças do leite materno para o leite de vaca:

- O perfil de aminoácidos da proteína bovina é claramente diferente do da proteína humana. Tais diferenças repercutem-se nos níveis de aminoácidos em lactentes com leites com predomínio de proteínas do soro (treonina, valina, leucina, isoleucina, metionina...) ou de caseína (tirosina, fenilalanina, valina, metionina...) com valores superiores aos registados em lactentes alimentados com leite materno.

- Leites infantis ou leites de continuação: os leites de crescimento, qualitativamente sobreponíveis aos leites de transição, são destinados a crianças na faixa etária dos 1 aos 3 anos. Estes leites oferecem relativamente ao leite de vaca claras vantagens nutricionais, dado o seu menor teor proteico e um maior valor relativamente a alguns oligoelementos (ferro e zinco), ác.gordos essenciais e algumas vitaminas nomeadamente a D.

- Refira-se que o leite de vaca deve ser claramente contra-indicado pelo menos no 1º ano de vida, pois fornece valores reduzidos de ferro, ácido linoleico e vitamina E, e valores excessivos de sódio, potássio e proteínas.

- Leite de transição é definido como um alimento que comprovadamente seja adequado a um lactente entre 4 – 12 meses e a uma criança entre os 1 e os 3 anos de idade. Difere do leite de vaca essencialmente no conteúdo proteico e em ferro (20 vezes superiores).
Contém, de uma forma geral, um teor mais elevado de proteínas, cálcio e calorias que as fórmulas e leites para lactentes. O elevado teor proteico leva a uma sobrecarga metabólica, e sem benefícios paralelos.
A relação caseína / lactoproteínas do soro é superior a um e é próxima da do leite de vaca (80 / 20). O seu maior teor em caseína, ao condicionar um esvaziamento gástrico mais lento, permite uma maior saciedade.

- Leite acidificado biologicamente com uma mistura de bactérias lácteas (Strptococcus Thermophillus e Lactobacillus Helveticus) e enriquecido com culturas bífidas. Em presença da água, quando da preparação, os fermentos láteos hidrolisam rapidamente a lactose em ácido láctico. Esta acidificação tem a vantagem de acelerar a digestão das proteínas, aumentar a acção da pepsina, favorecer a absorção do cálcio, transformar a lactose restante em ácido láctico e criar uma flora bífida.

- Dieta semi-elementar: leite extensamente hidrolisado, sem lactose e com triglicerídeos de cadeia média.


Significados

- Aminoácido predominantes das proteínas do soro - treonina, valina, leucina, isoleucina, metionina...

- Aminoácidos predominantes na caseína - tirosina, fenilalanina, valina, metionina...

- Nucleótidos – representam 0,1-0,15% do conteúdo de nitrogénio do leite materno, contribuindo para a síntese de DNA e RNA, promovendo a maturação dos linfócitos T (papel imunológico), aumentam a biodisponibilidade do ferro, modificam a flora intestinal, favorecem o metabolismo de lipoproteína e um melhor aproveitamento metabólico dos ácidos gordos poli-insaturados de cadeia longa (AGP-CL).

- Selénio – oligoelemento envolvido em sistemas enzimáticos com acção anti-oxidante. Essa fortificação é feita sob a forma de selenito ou selenato.

- Beta-caroteno - susceptível de ser metabolizado em vitamina A .

- Probióticos - microorganismos vivos que melhoram o equilibrio da flora intestinal. Trata-se de espécies bacterianas particulares não patogénicas, produtoras de ácido láctico, com grande afinidade para a membrana apical do epitélio intestinal.
Entre estes destacam-se efeitos a nível imuno-fisiológico intestinal com repercussão favorável em algumas patologias infecciosas e alérgicas, bem como a nível da biodisponibilidade de minerais, e ainda, a nível sistémico nomeadamente sobre o metabolismo lipídico, tensão arterial e patologia neoplásica.
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